ODS 2
Fome Zero e Agricultura Sustentável

Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável

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Para falar do ODS 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável, o “Diálogos Envolverde, Maratona ODS” ouviu Mario Lubetkin, subdiretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).  

Lubetkin destacou que esse ODS é um dos principais objetivos da agenda das Nações Unidas para 2030, já que não existe  desenvolvimento de uma sociedade que tem fome. Segundo ele, existem riscos que alguns países não consigam cumprir essa agenda e que isso seria um fracasso coletivo para todas as nações.

Dados da FAO apontam que existem no planeta aproximadamente 690 milhões de pessoas com fome e, ainda, que há risco de mais 130 milhões de seres humanos passarem a integrar esse grupo no período pós-pandemia. Segundo Mario, o cenário é preocupante e necessita de políticas públicas globais para ser revertido.

O subdiretor da FAO destaca também que atualmente a comunidade internacional não sofre com a falta de produção de alimentos e que os grandes problemas estão na distribuição desses alimentos e no desperdício, que hoje consome um terço da comida produzida no mundo.

Para o jornalista, as soluções tecnológicas e éticas são essenciais para que o planeta alcance as metas desse ODS

“É necessário ter uma visão inovadora. Não  é suficiente hoje, pensar as soluções apenas com os parâmetros históricos. O mundo está mudando dramaticamente e o nosso desafio é saber onde estamos, deixar claro as ideias para onde precisamos ir e encontrar parceiros, sócios e a capacidade econômica para ir nessa direção”

Além disso, Mario Lubetkin aborda assuntos como sistemas sustentáveis para a produção de alimentos, problemas do comércio exterior e ainda o  equilíbrio de subsídios no setor.

Mário Lubetkin é jornalista com mais de 40 anos de experiência em comunicação internacional e cooperação para questões de desenvolvimento. Iniciou sua carreira profissional na agência de notícias Inter Press Service (IPS) em 1979, ocupando diversos cargos. Ele atuou como Diretor-Geral da IPS de 2002 a 2014. Coordenou projetos com os governos da Finlândia, Itália, Espanha, Uruguai e Brasil, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Meio Ambiente das Nações Unidas Programa (UNEP). Em 2012, ele foi nomeado membro do Grupo Consultivo das Nações Unidas para o Ano Internacional das Cooperativas (IYC).

ODS 2 e a Cidade de São Paulo

Um dos pontos destacados pelo subdiretor da FAO que podem ajudar a combater os índices da fome, que mostram uma tendência de crescimento em todo o mundo, é a agricultura familiar.

A Região Metropolitana de São Paulo conta com uma área extensa de cinturão verde, que além de amenizar o clima e os índices de poluição da cidade, concentra famílias de pequenos agricultores que fornecem alimentos para toda a capital e região.

Criar políticas públicas que incentivem a produção desses profissionais e a preservação de suas terras, é também uma forma de pensar na segurança alimentar da população. Além da garantia de alimentos mais saudáveis, sem a presença de agrotóxicos, a produção agrícola na cidade economiza custos com transporte e consequentemente deixa o preço mais acessível para o consumidor.

Nações Unidas

Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano.

Brasil

Até 2030, erradicar a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças e idosos, a alimentos seguros, culturalmente adequados, saudáveis e suficientes durante todo o ano. +

Nações Unidas

Até 2030, acabar com todas as formas de má-nutrição, incluindo atingir, até 2025, as metas acordadas internacionalmente sobre nanismo e caquexia em crianças menores de cinco anos de idade, e atender às necessidades nutricionais dos adolescentes, mulheres grávidas e lactantes e pessoas idosas.

Brasil

Até 2030, erradicar as formas de má-nutrição relacionadas à desnutrição, reduzir as formas de má-nutrição relacionadas ao sobrepeso ou à obesidade, prevendo o alcance até 2025 das metas acordadas internacionalmente sobre desnutrição crônica e desnutrição aguda em crianças menores de cinco anos de idade, e garantir a segurança alimentar e nutricional de meninas adolescentes, mulheres grávidas e lactantes, pessoas idosas e povos e comunidades tradicionais. +

Nações Unidas

Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola.

Brasil

Até 2030, aumentar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente de mulheres, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, visando tanto à produção de autoconsumo e garantia da reprodução social dessas populações quanto ao seu desenvolvimento socioeconômico, por meio do acesso seguro e equitativo: i) à terra e aos territórios tradicionalmente ocupados; ii) à assistência técnica e extensão rural, respeitando-se as práticas e saberes culturalmente transmitidos; iii) a linhas de crédito específicas; iv) aos mercados locais e institucionais, inclusive políticas de compra pública; v) ao estímulo ao associativismo e cooperativismo; e vi) a oportunidades de agregação de valor e emprego não-agrícola. +

Nações Unidas

Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo.

Brasil

Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos, por meio de políticas de pesquisa, de assistência técnica e extensão rural, entre outras, visando implementar práticas agrícolas resilientes que aumentem a produção e a produtividade e, ao mesmo tempo, ajudem a proteger, recuperar e conservar os serviços ecossistêmicos, fortalecendo a capacidade de adaptação às mudanças do clima, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, melhorando progressivamente a qualidade da terra, do solo, da água e do ar. +

Nações Unidas

Até 2020, manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens, inclusive por meio de bancos de sementes e plantas diversificados e bem geridos em nível nacional, regional e internacional, e garantir o acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, como acordado internacionalmente.

Brasil

2.5.1 Até 2020, garantir a conservação da diversidade genética de espécies nativas e domesticadas de plantas, animais e microrganismos importantes para a alimentação e agricultura, adotando estratégias de conservação ex situ, in situ e on farm, incluindo bancos de germoplasma, casas ou bancos comunitários de sementes e núcleos de criação e outras formas de conservação adequadamente geridos em nível local, regional e internacional.

2.5.2 Até 2020, garantir a repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, conforme acordado internacionalmente, assegurando a soberania alimentar e segurança alimentar e nutricional +

Meta 2.a

Nações Unidas

Aumentar o investimento, inclusive via o reforço da cooperação internacional, em infraestrutura rural, pesquisa e extensão de serviços agrícolas, desenvolvimento de tecnologia, e os bancos de genes de plantas e animais, para aumentar a capacidade de produção agrícola nos países em desenvolvimento, em particular nos países menos desenvolvidos.

Brasil

Aumentar o investimento, inclusive por meio do reforço da cooperação internacional, em infraestrutura, pesquisa e assistência técnica e extensão rural, no desenvolvimento de tecnologias e no estoque e disponibilização de recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos, incluindo variedades crioulas e parentes silvestres, de maneira a aumentar a capacidade de produção agrícola ambientalmente sustentável, priorizando povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares, pequenos e médios produtores, adaptando novas tecnologias aos sistemas de produção tradicional e considerando as diferenças regionais e socioculturais. +

Meta 2.B

Nações Unidas

Corrigir e prevenir as restrições ao comércio e distorções nos mercados agrícolas mundiais, incluindo a eliminação paralela de todas as formas de subsídios à exportação e todas as medidas de exportação com efeito equivalente, de acordo com o mandato da Rodada de Desenvolvimento de Doha.

Brasil

Corrigir e prevenir as restrições ao comércio e distorções nos mercados agrícolas mundiais, inclusive por meio da eliminação paralela de todas as formas de subsídios à exportação e todas as medidas de exportação com efeito equivalente, de acordo com o mandato da Rodada de Desenvolvimento de Doha e atendendo, em nível nacional, ao princípio da soberania alimentar e segurança alimentar e nutricional. +

Meta 2.C

Nações Unidas

Adotar medidas para garantir o funcionamento adequado dos mercados de commodities de alimentos e seus derivados, e facilitar o acesso oportuno à informação de mercado, inclusive sobre as reservas de alimentos, a fim de ajudar a limitar a volatilidade extrema dos preços dos alimentos.

Brasil

Adotar medidas para garantir o funcionamento adequado dos mercados de alimentos e seus derivados, facilitar o acesso oportuno à informação de mercado, promover o fortalecimento de políticas públicas de estoque e abastecimento, incluindo investimento em logística e distribuição, a fim de ajudar a limitar a volatilidade extrema dos preços dos alimentos e garantir, em nível nacional, a soberania alimentar e segurança alimentar e nutricional. +

Depoimentos
Professores em sala de aula
Karen Sellis

Desenvolvi um projeto de educomunicação com os alunos do 6º ao 9º ano, onde eles criaram podcasts sobre cada um dos ODS para dar voz a um grande graffiti sobre o tema que tínhamos em um muro do pátio, professora Karen Sellis, EMEF Prof Laerte Ramos de Carvalho. Saiba mais

+ informações
Conteúdo complementar

Por Ruben G. Echeverría,  presidente da Comissão de Intensificação da Agricultura Sustentável (CoSAI) , especial para a IPS –  WASHINGTON…

Por Mario Lubetkin, Diretor Geral Adjunto da FAO   –   Durante o mês de outubro, Mês Mundial da Alimentação, vozes qualificadas…

Novo relatório da Visão Mundial mostra como as mudanças climáticas afeta a produção de alimentos e o acesso das pessoas…

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